Fumaça de queimadas deixa ar péssimo em nove municípios do interior do AM

Medições do Selva/UEA na manhã de 2 de novembro mostram Parintins com 243,2 µg/m³ na Vila Amazônia; Manaus tinha qualidade moderada.

Medições do Selva/UEA na manhã de 2 de novembro mostram Parintins com 243,2 µg/m³ na Vila Amazônia; Manaus tinha qualidade moderada.
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Nove municípios do interior do Amazonas amanheceram nesta segunda-feira, 2 de novembro, feriado de Finados, com qualidade do ar entre péssima e muito ruim por causa da fumaça de queimadas. Os registros são do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), e apontam a região Leste, perto da divisa com o Pará, como a mais afetada.

Parintins liderou o ranking estadual de poluição. O sensor da Vila Amazônia, área rural do município, marcou 243,2 µg/m³ às 9h, enquanto o da área central ficou em 193,9 µg/m³ no mesmo horário. Nos dois pontos, o Selva classificou o ar como péssimo.

Como ler os índices

Para o Selva, o ar é bom quando a concentração de partículas fica entre 0 e 25 µg/m³. Ultrapassado esse teto, a escala sobe para faixas que vão de moderada a péssima. A leitura de Parintins, portanto, ficou próxima de dez vezes o limite máximo da categoria boa — o que ajuda a dimensionar o que o termo “péssimo” representa em números.

Na Região Intermediária de Parintins, Barreirinha registrou 128,5 µg/m³ de PM2.5, Silves marcou 135,2 µg/m³ e Itapiranga alcançou 137,8 µg/m³. As três cidades também tiveram o ar classificado como péssimo.

Já Itacoatiara entrou na faixa muito ruim, com 122,5 µg/m³ às 9h. A mesma categoria apareceu em Maués (107 µg/m³), Boa Vista do Ramos (101,9 µg/m³), Urucurituba (78,7 µg/m³) e São Sebastião do Uatumã (76,2 µg/m³). Urucará foi a exceção da área, com 7,1 µg/m³ e qualidade boa.

Situação em Manaus e emergência no estado

Na capital, o ar era moderado na manhã desta segunda-feira. Dos 12 sensores do Selva, somente o do Distrito Industrial I, na Zona Leste, indicava condição ruim. Os demais pontos ficaram entre 41 µg/m³ e 49,3 µg/m³, dentro da faixa moderada.

O boletim do governo estadual de domingo, 1º de novembro, apontava 47 municípios em emergência e 15 em alerta pelos efeitos da estiagem, com cerca de 146.425 famílias atingidas. O mesmo documento listava Autazes, Barreirinha, Iranduba, Itacoatiara, Itapiranga, Manaus, Maués, Nova Olinda do Norte, São Sebastião do Uatumã, Silves e Urucurituba entre os piores índices de qualidade do ar medidos pela Defesa Civil do Amazonas.

Para enfrentar queimadas e seca, o estado informa atuar em conjunto com o governo federal, mobilizando cerca de 1,5 mil bombeiros militares e brigadistas. A estrutura inclui 18 aeronaves — 16 federais e duas estaduais —, entre oito aviões Air Tractor, dois KC-390 e oito helicópteros. Outros 153 brigadistas florestais foram contratados pelo programa Floresta em Pé, que também prevê fiscalização ambiental, monitoramento de focos e entrega de veículos e equipamentos.

Entre as medidas preventivas, o governo amazonense vetou o uso do fogo em todo o território por 120 dias, ressalvadas as exceções legais, e declarou emergência por 180 dias nas áreas atingidas por incêndios florestais e em todo o estado em razão da estiagem.

Foto: Karen Mattos/Rede Amazônica

Fontes: G1 Amazonas — https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2026/11/02/queimadas-no-am-fumaca-deixa-qualidade-do-ar-muito-ruim-ou-pessima-em-nove-municipios-do-interior.ghtml

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