Na manhã de 27 de outubro, sensores do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), mostravam ar entre moderado e muito ruim em municípios amazonenses. Em Manaus, todos os pontos monitorados pela plataforma indicavam condição moderada no mesmo horário.
O cenário acompanha a atividade de queimadas no estado. Conforme o Painel do Fogo, o Amazonas somou 2.330 focos de incêndio ao longo de um mês.
Níveis por município
Itapiranga concentrou a maior carga de poluentes, com 112,5 microgramas por metro cúbico (µg/m³). Itacoatiara vinha em seguida, com 107,6 µg/m³, faixa tratada como ruim. Já Nhamundá marcou 80,2 µg/m³ e Urucurituba, 77,1 µg/m³; ambas as cidades foram enquadradas como muito ruim.
Parintins registrou 63,2 µg/m³ e Barreirinha, 62,8 µg/m³. Nessas duas cidades e também em Boa Vista do Ramos, a plataforma classificou o ar como ruim.
Os dados permitem separar duas informações: Itapiranga e Itacoatiara têm as maiores concentrações medidas, mas a classificação informada varia entre os municípios — Itacoatiara aparece como ruim, enquanto Nhamundá e Urucurituba, com índices menores, figuram como muito ruim. O material recebido não detalha os critérios de classificação adotados pelo Selva.
Reforço no combate
Em 26 de outubro, o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) enviou militares a Parintins para apoiar o combate a incêndios florestais. De acordo com a corporação, a atuação será restrita à zona rural do município. As equipes receberam materiais e equipamentos, incluindo um kit que adapta caminhonetes ao combate ao fogo em locais de acesso difícil.
Também em 26 de outubro, o governador Roberto Cidade declarou que queimadas no sul do Pará podem trazer fumaça ao Amazonas nos dias seguintes. Segundo ele, os focos se concentram sobretudo em Itaituba, perto da divisa entre os estados, e a fumaça poderia chegar em dois ou três dias. Cidade afirmou que o governo amazonense pretende procurar o governo paraense para tratar de medidas de combate.
O material recebido não informa se esse contato ocorreu nem quais providências foram acertadas. Também não esclarece os critérios do Selva para classificar a qualidade do ar nem o intervalo exato abrangido pelos 2.330 focos do Painel do Fogo.
Foto: Jean Beltrão/Rede Amazônica
Fontes: G1 Amazonas — https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2026/10/27/fumaca-deixa-qualidade-do-ar-muito-ruim-em-cidades-do-interior-do-am-estado-registra-23-mil-focos-de-incendio.ghtml





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