Fumaça em Manaus impede sobrevoo de comitiva federal com ministros

Voo que levaria ministros e o governador Roberto Cidade sobre a capital foi adiado por falta de teto; coletiva na Base Aérea estava marcada para as 10h30.

Voo que levaria ministros e o governador Roberto Cidade sobre a capital foi adiado por falta de teto; coletiva na Base Aérea estava marcada para as 10h30.
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A fumaça sobre Manaus e a Região Metropolitana impediu, na manhã deste domingo (11 de outubro), que decolasse a aeronave que levaria uma comitiva do governo federal para um sobrevoo sobre a capital amazonense. O voo estava previsto para a manhã, antes de uma entrevista coletiva marcada para as 10h30 na Base Aérea de Manaus (BAMN).

Segundo o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), a operação não pôde ocorrer porque não havia condições de teto para o voo. A expectativa era de que a decolagem acontecesse assim que a visibilidade permitisse. Até a última atualização da reportagem, não havia previsão confirmada para o sobrevoo.

Um assessor da comitiva afirmou ao g1 que Manaus estava “sem teto pra sobrevoo” e que era preciso esperar, sem estimativa de horário. Imagens da Rede Amazônica mostraram o céu da capital coberto de fumaça por volta das 8h.

Quem participa da comitiva

De acordo com informações obtidas pelo g1, integram a comitiva os ministros Waldez Góes, da Integração e do Desenvolvimento Regional, e João Paulo Capobianco, do Meio Ambiente e Mudança do Clima, além do governador do Amazonas, Roberto Cidade. Também integram o grupo Jair Schimitt, presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama); Wolnei Wolff, secretário Nacional de Defesa Civil; e uma diretora do Ibama.

Os dois ministros cumprem agenda no estado para acompanhar o enfrentamento aos incêndios florestais. Waldez Góes desembarcou no Amazonas na noite de sábado (10), junto com Wolnei Wolff, para supervisionar a força-tarefa federal de combate ao fogo.

No mesmo sábado, o MIDR reconheceu emergência em 36 municípios do Amazonas em caráter sumário. A medida é um passo exigido para que as prefeituras consigam pedir verba federal voltada a resposta e assistência na crise.

Efeitos da fumaça nos voos

De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), a presença de fumaça pode diminuir a visibilidade e prejudicar as condições exigidas para voos. O teto operacional, explica a agência, tem relação com a altura da base das nuvens e com outros fatores que restringem o voo visual.

A agência aponta ainda que resíduos e partículas da fumaça podem danificar componentes dos aviões. Cada operação varia conforme o modelo do avião, os equipamentos e os procedimentos de segurança adotados.

Até a última atualização da reportagem, não havia informação sobre eventual impacto da fumaça nos voos de aeronaves que apoiam o combate ao fogo.

Foto: Luciane Marques/Rede Amazônica

Fontes: G1 Amazonas — https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2026/10/11/fumaca-atrasa-sobrevoo-de-comitiva-do-governo-federal-em-manaus.ghtml

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