A fumaça de incêndios florestais registrados no Amazonas cobriu o céu de Porto Velho, em Rondônia, na manhã desta terça-feira, 13 de outubro. Conforme o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a fumaça foi transportada até a capital de Rondônia pelos ventos que atuam na região, e a cidade amanheceu sob uma camada densa de névoa.
Dados da IQAir, empresa suíça que monitora os níveis de poluição no mundo, mostram que Porto Velho atingiu IQA de 120, faixa classificada como “não saudável para grupos sensíveis”. Imagens de satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam o Amazonas como origem da fumaça, que se desloca para cidades de estados vizinhos, sobretudo Porto Velho.
Recordes de queimadas no Amazonas
Nos dez primeiros dias de outubro, o Amazonas registrou 1.380 focos de incêndio, segundo o Painel do Fogo do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam). O número representa alta de 271% frente aos mesmos dez dias de 2025, e o estado já acumula recorde de queimadas neste ano.
O problema também atinge o interior amazonense. Como o Politiza Amazonas informou, uma cortina de fumaça encobriu a placa de entrada de Autazes nesta terça-feira, com relatos de moradores sobre ardência nos olhos e dificuldade para respirar, segundo o Portal CM7.
Em 24 de setembro, a prefeitura da capital decretou estado de atenção, classificação que seguia valendo nesta terça-feira, 13. De acordo com o executivo municipal, a medida é acionada quando um ou mais episódios atingem a cidade e existe a expectativa de um evento de grande impacto em curto prazo.
Emergência reconhecida e combate ao fogo
O estado teve 36 municípios com situação de emergência reconhecida em nível federal, entre eles Manaus. O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) formalizou o reconhecimento no sábado, 10 de outubro, mesma data em que o governo amazonense decretou emergência.
Para atuar no combate ao fogo, o governo federal enviou aviões e helicópteros, que foram distribuídos pela Região Metropolitana de Manaus e por municípios do interior. Na segunda-feira, 12 de outubro, aeronaves do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) atuaram em pontos de queimada na região metropolitana da capital e despejaram volume superior a 10 mil litros de água.
A estiagem agrava o cenário regional. Registros feitos pela Rede Amazônica mostram a situação da capital rondoniense, às margens do rio Madeira, onde bancos de areia se formaram em trechos que antes tinham água. Porto Velho está em situação de emergência e, segundo a Defesa Civil Municipal, a seca atinge mais de 22 mil pessoas na cidade.
Foto: Gladson Souza/Rede Amazônica
Fontes: G1 Amazonas — https://g1.globo.com/ro/rondonia/noticia/2026/10/13/fumaca-de-incendios-no-amazonas-deixa-ceu-de-porto-velho-encoberto-e-afeta-qualidade-do-ar.ghtml; Politiza Amazonas — Fumaça de queimadas encobre placa na entrada de Autazes e afeta moradores




