A quarta edição do Festival de Investimentos de Impacto e Negócios Sustentáveis da Amazônia (FIINSA) ocorre de 3 a 5 de novembro, em Manaus, com uma trilha temática dedicada à economia criativa. Segundo o Fato Amazônico, a programação inclui quatro painéis, além de elementos de arte, artesanato, gastronomia e música distribuídos pela experiência do público.
O evento é realizado pelo Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam) e pelo Impact Hub Manaus, sob o tema “O futuro aponta para o Norte”. A trilha de economia criativa recebe o nome “Encantar” e reúne artistas, empreendedores, representantes de comunidades tradicionais e lideranças indígenas.
O que a trilha Encantar coloca em debate
O primeiro painel, “Amazônia urbana: periferia como polo, não como ponta”, discute a produção cultural das periferias como atividade econômica. Participam Dacota MC, Jéssica Valois (coletivo Ponta de Lança), Yasmin Feitosa (Cepeco Company) e Yonar Marinho (Centro Cultural Sereia Mística), com mediação de Drika Albuquerque, da AIHUUAM.
O painel “Moda ancestral em movimento: criar sem extrair” trata da relação entre criação, conhecimentos tradicionais e sustentabilidade. Estão confirmadas Elijane Nogueira (Yanciã), Regina Ramos (Sapopema Biojoias) e Valda Barreto, cacique e liderança indígena do povo Baré, com mediação de Jessilda Furtado, da Amazon Poranga Fashion.
Já “A Amazônia que se come, se veste e se ouve: quando cultura vira produto” reúne Joanna Martins (Instituto Paulo Martins), Juliana Carepa (Assobio), Tainah Fagundes (Da Tribu) e Zek Picoteiro (Instituto Regatão Amazônia), sob mediação de Bia Saldanha, da Amazônia Meu Amor.
O quarto painel, “Turismo que transforma territórios”, aborda o Turismo de Base Comunitária com Bruno Mangolini (Poranduba), Nilde Silva (Caboclos House), Pedro Gayotto (Vivalá) e Tainara Kambeba, jovem indígena e artesã da comunidade Três Unidos. A mediação é de Wildney Mourão, da Fundação Amazônia Sustentável (FAS).
Como o público participa e o que encerra o festival
A economia criativa não se restringe aos debates. No credenciamento, cada participante recebe uma peixete — pochete em forma de peixe criada pela artista Luzimere Damasceno, da Alternativa da Amazônia —, formando uma instalação coletiva que simula um rio simbólico percorrendo os espaços do evento. Os crachás levam trançados em fios de tucum feitos pela artesã Neide Garrido, da iniciativa Entrelaçando Gerações, da comunidade do Tumbira.
Almoços e cafés ficam a cargo da Cozinha Boca da Mata, de Renata Peixe-Boi, e da Aretê Delícias Regionais, de Sigryd Nascimento. Segundo o Fato Amazônico, a escolha dessas fornecedoras integra uma curadoria voltada a mulheres micro e nanoempreendedoras, com o objetivo de inseri-las na cadeia de serviços de grandes eventos.
O encerramento terá apresentações de Zek Picoteiro, Chora Cachorro e Bumba Meu Bloco. A coidealizadora do FIINSA e cofundadora do Impact Hub Manaus e da Azô Capital, Juliana Teles, afirmou ao veículo que a cultura amazônica também movimenta negócios e gera renda, e que o desafio é fazer esse valor chegar às comunidades que mantêm os saberes.
O material recebido não informa o valor da inscrição, a necessidade de credenciamento prévio nem a existência de programação aberta ao público sem ingresso.
Foto: Reprodução/Fato Amazônico
Fontes: Fato Amazônico — https://fatoamazonico.com.br/economia-criativa-ganha-espaco-no-fiinsa-com-moda-gastronomia-turismo-e-atracoes-culturais/





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