Falta de merenda leva a protesto em Parintins e afeta escolas no interior do AM

Estudantes do CETI Deputado Gláucio Gonçalves protestaram em 26 de outubro; em Boa Vista do Ramos, escola funciona em meio período e o MPAM apura Benjamin…

Estudantes do CETI Deputado Gláucio Gonçalves protestaram em 26 de outubro; em Boa Vista do Ramos, escola funciona em meio período e o MPAM apura Benjamin…
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Estudantes do Centro de Educação em Tempo Integral (CETI) Deputado Gláucio Gonçalves, em Parintins, protestaram em 26 de outubro contra problemas no fornecimento de merenda e para cobrar melhorias na estrutura da escola, segundo o g1 Amazonas. Por causa das falhas na alimentação, as aulas terminaram mais cedo naquele dia.

Conforme o Sinteam, a paralisação de trabalhadores terceirizados, que alegam salários atrasados, deixou os alunos sem a primeira refeição do dia e serviu um almoço adaptado. O problema de abastecimento também atinge outros municípios amazonenses.

O que se sabe em cada município

Em Boa Vista do Ramos, a Escola Estadual de Tempo Integral Professor Raimundo Benedito Costa passou a funcionar apenas em meio período, conforme relatos de pais de alunos. A unidade atende 225 estudantes durante o dia e oferece Educação de Jovens e Adultos (EJA) à noite. Ainda de acordo com esses relatos, a empresa responsável pela merenda teria informado que não recebe repasses do governo estadual.

Em Benjamin Constant, o Ministério Público do Amazonas (MPAM) instaurou apuração administrativa sobre eventuais deficiências na comida e na água potável oferecidas aos alunos do CETI Aristélio Sabino. O procedimento foi aberto a partir de pedido do Sinteam, em fevereiro deste ano. Segundo relatos recebidos pelo órgão, estudantes levariam comida de casa para dividir com os colegas diante da quantidade insuficiente servida na unidade.

O MPAM pediu esclarecimentos à Seduc-AM, à Coordenadoria Regional de Educação e à direção da escola. Segundo o Ministério Público, ainda faltavam dados sobre volume de refeições, cardápios, forma de entrega e armazenamento dos alimentos, contratos de fornecimento e providências para assegurar água potável aos estudantes.

O que a apuração vai verificar

Conforme o MPAM, a inspeção prevista abrange cozinha, despensa e refeitório, a conservação dos alimentos e a comparação entre o cardápio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e o que é servido de fato. O Conselho de Alimentação Escolar (CAE) também será acionado e deverá detalhar as vistorias que já fez e a forma como vem monitorando a alimentação nas escolas.

A distinção entre os casos é relevante para o leitor: em Parintins, o relato do Sinteam aponta paralisação de terceirizados por salários atrasados como origem do problema naquele dia; em Boa Vista do Ramos, a informação sobre falta de repasse à fornecedora vem de relatos de pais, não de confirmação oficial; e em Benjamin Constant o que existe é um procedimento do MPAM em andamento, com pedidos de esclarecimento e inspeção prevista, sem conclusão divulgada no material recebido.

Em nota, a Delegacia do Sinteam em Parintins manifestou solidariedade aos estudantes e aos trabalhadores da escola, apoiou o ato dos alunos e repudiou eventuais pressões ou ameaças. Para o sindicato, a adesão dos terceirizados à paralisação prejudicou o funcionamento da unidade. O Sinteam disse ainda ter cobrado providências da Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar (Seduc-AM) para regularizar os pagamentos e garantir a continuidade das aulas em tempo integral.

Sobre a situação em Parintins, o g1 Amazonas informou que procurou a Seduc-AM e não havia recebido resposta até a última atualização da reportagem. O espaço segue aberto para manifestação da secretaria e das demais partes citadas.

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Fontes: G1 Amazonas — https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2026/10/27/falta-de-merenda-revolta-estudantes-em-parintins-problema-tambem-afeta-outras-cidades-do-amazonas.ghtml

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