Exposição em Bremen reúne Picasso, Warhol e a história do salsichinha

Mostra na Kunsthalle Bremen traça a trajetória do dachshund na arte e na história alemã e fica em cartaz até 28 de março de 2027.

Mostra na Kunsthalle Bremen traça a trajetória do dachshund na arte e na história alemã e fica em cartaz até 28 de março de 2027.
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A Kunsthalle Bremen, na Alemanha, abriu neste sábado (31/10) a exposição “The Dachshund. An Icon off the Leash”, dedicada à presença do cão salsichinha na arte e na história cultural alemã. A mostra segue em cartaz até 28 de março de 2027 e é curada pela historiadora da arte Annett Reckert.

Entre as atrações está um retrato do cão Lump, feito por Pablo Picasso em um prato de cerâmica em 1967, acompanhado de fotografias do fotojornalista americano David Douglas Duncan. Segundo Duncan, o cachorro pulou no colo do pintor no primeiro encontro e acabou vivendo com ele por seis anos.

O que a mostra reúne

Além de Picasso, a exposição inclui obras de Andy Warhol, Otto Dix, David Hockney, Max Liebermann e Rosemarie Trockel que homenageiam o dachshund. Reckert afirmou à DW que impressiona a frequência com que o animal aparece como fonte de inspiração, modelo de ateliê e companhia de trabalho desses artistas.

A curadora também relaciona a raça à história alemã. O dachshund surgiu no país há mais de 300 anos, criado para rastrear e caçar texugos, raposas e coelhos. O registro oficial dos padrões da raça data de 1879, e o Clube Alemão do Teckel (DTK) foi fundado em 1888. O nome combina as palavras alemãs Dachs (texugo) e Hund (cachorro).

A trajetória inclui usos simbólicos distintos. Durante a Primeira Guerra Mundial, o dachshund apareceu em propagandas e caricaturas políticas representando a Alemanha, o que prejudicou sua popularidade nos Estados Unidos. Na Segunda Guerra, cães da raça chegaram a ser empregados na detecção de minas terrestres. Em outro sentido, Waldi, mascote dos Jogos Olímpicos de Munique de 1972, criado pelo designer Otl Aicher com Elena Schwaiger, buscou romper com símbolos associados ao período nazista.

Visitação e programação

A exposição procura destacar o lado afetuoso do animal. Em determinados espaços, cachorros de porte pequeno podem entrar acompanhados dos visitantes, e há atividades artísticas pensadas especificamente para esse público canino. Reckert relata receber quase diariamente cartas, fotografias, obras de arte e informações sobre eventos ligados à raça, e diz que nunca teve uma exposição recebida de forma tão amigável e diversa antes da inauguração.

O material recebido não informa horários de funcionamento, preços de ingresso nem regras específicas para a entrada de visitantes com cães além da menção às salas que admitem animais de pequeno porte. A data-limite divulgada é 28 de março de 2027.

Foto: Reprodução/DW Brasil

Fontes: DW Brasil — https://www.dw.com/pt-br/cão-salsichinha-um-símbolo-alemão-que-virou-ícone-cultural/a-79824817?maca=bra-rss-br-top-1029-rdf

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