A estiagem no Amazonas levou 46 municípios à situação de emergência, outros 12 a alerta e quatro a atenção, segundo boletim da Defesa Civil do estado divulgado pelo governo estadual em 24 de outubro. O levantamento aponta 113,9 mil famílias atingidas pela seca.
Entre as cidades em emergência estão Alvarães, Amaturá, Anamã, Anori, Apuí, Atalaia do Norte, Autazes, Barreirinha, Benjamin Constant, Boca do Acre, Borba, Caapiranga, Carauari, Careiro, Careiro da Várzea, Coari, Eirunepé, Envira, Humaitá, Ipixuna, Itamarati, Japurá, Juruá, Jutaí, Lábrea, Manacapuru, Manaquiri, Manicoré, Maraã, Maués, Nhamundá, Nova Olinda do Norte, Novo Airão, Novo Aripuanã, Parintins, Pauini, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva, Santo Antônio do Içá, São Paulo de Olivença, Silves, Tapauá, Tefé, Tonantins, Uarini e Urucuritiba.
Já os municípios em alerta são Barcelos, Beruri, Boa Vista do Ramos, Canutama, Fonte Boa, Guajará, Manaus, Santa Isabel do Rio Negro, São Gabriel da Cachoeira, São Sebastião do Uatumã, Tabatinga e Urucará. Codajás, Iranduba, Itacoatiara e Itapiranga aparecem em atenção.
Comparação com o boletim anterior
O boletim de 18 de outubro, divulgado pela Defesa Civil, apontava 101.084 famílias afetadas e 40 municípios em emergência, 17 em alerta e cinco em atenção, conforme o Politiza Amazonas informou. Naquele levantamento, Manaus estava em alerta, ao lado de Humaitá, Manicoré, Boca do Acre e Tabatinga.
Na atualização de 24 de outubro, o total de famílias atingidas subiu para 113,9 mil, o número de cidades em emergência passou de 40 para 46 e o de municípios em alerta caiu de 17 para 12. A quantidade em atenção também diminuiu, de cinco para quatro. A comparação considera apenas os dois boletins divulgados nos dias 18 e 24 de outubro, sem apuração de causas para as mudanças.
Queimadas e qualidade do ar
Segundo a Defesa Civil, a qualidade do ar era classificada como péssima em Parintins às 7h30 de 24 de outubro, com base em dados da plataforma PurpleAir. Autazes, Iranduba e São Sebastião do Uatumã registravam classificação muito ruim, enquanto Barreirinha, Boca do Acre, Itacoatiara, Itapiranga, Maués, Nhamundá, Nova Olinda do Norte e Silves apareciam como ruim. Outros 17 municípios tinham qualidade moderada, entre eles Manaus, onde os índices ficavam próximos do limite da categoria ruim.
A classificação considera a concentração média de partículas finas (MP2,5) nas 24 horas anteriores à atualização. Cerca de 1.500 pessoas, entre militares do Corpo de Bombeiros e brigadistas, trabalham no enfrentamento aos incêndios e na diminuição dos impactos da seca no estado, com apoio do governo federal e 18 aeronaves — oito aviões Air Tractor, dois KC-390 e oito helicópteros.
O governo contratou mais 153 brigadistas florestais pelo programa Floresta em Pé e entregou veículos e equipamentos às equipes, incluindo picapes com kits de combate ao fogo. A Operação Tamoiotatá atua em 13 municípios, a Amazonas+Verde em outros 33 e a Operação Alerta Fogo usa drones e viaturas com internet via Starlink para coibir queimadas irregulares.
Entre 1º de junho e 23 de outubro, o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas registrou 3.843 ocorrências de incêndios urbanos e florestais e combateu 23.857 focos, sendo 4.721 em Manaus e 19.136 no interior. O governo proibiu o uso do fogo em todo o estado por 120 dias, com exceção dos casos previstos em lei, e decretou emergência por 180 dias nas áreas atingidas por incêndios florestais e em todo o território amazonense em razão da seca.
Foto: Jornal Nacional/Reprodução
Fontes: G1 Amazonas — https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2026/10/24/estiagem-afeta-1139-mil-familias-e-deixa-46-cidades-em-emergencia-no-amazonas.ghtml; Politiza Amazonas — Estiagem atinge 101.084 famílias e coloca 62 municípios do AM em risco





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