Curupira vira mascote da COP30 e dá nome a projeto da UEA que monitora a floresta

Personagem do folclore amazônico é mascote da conferência do clima em Belém; em Manaus, projeto da UEA usa sensores para detectar sons de motosserra.

Personagem do folclore amazônico é mascote da conferência do clima em Belém; em Manaus, projeto da UEA usa sensores para detectar sons de motosserra.
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O Curupira, guardião da mata no folclore amazônico, é o mascote escolhido para a COP30, conferência da ONU sobre mudanças climáticas que o Brasil recebe em Belém, no Pará, entre 10 e 21 de novembro deste ano. A reportagem do Portal do Holanda foi publicada neste sábado, 31 de outubro, quando se celebra o Dia do Saci.

Conforme o veículo, a ideia é levar as florestas ao centro das discussões climáticas e despertar nos mais jovens o interesse pela conservação do meio ambiente. Na lenda, o Curupira tem cabelos cor de fogo e pés invertidos, voltados para trás, recurso que desorienta quem tenta persegui-lo na mata.

Projeto em Manaus

Na capital amazonense, o nome do personagem identifica uma iniciativa tecnológica. O Projeto Curupira, do Laboratório de Sistemas Embarcados da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), emprega uma rede de sensores para escutar a floresta e reconhecer indícios de desmatamento ilegal, como o barulho de motosserras.

Segundo o Portal do Holanda, os avisos são enviados a um roteador central capaz de receber sinais de pontos situados a até 15 quilômetros, o que permite aos órgãos ambientais responder em tempo real. A reportagem aproxima o sistema da própria lenda: séculos atrás, o Curupira já usava ruídos e assobios para espantar invasores da mata.

Contexto

A data comemorativa surgiu como alternativa nacional ao Halloween, festa que se popularizou no Brasil por influência do cinema e de escolas de idiomas norte-americanas, de acordo com o texto. O Dia do Saci foi instituído inicialmente por lei estadual em São Paulo, em 2004, e depois passou a ser adotado por outras unidades da federação e municípios.

O veículo registra ainda que o relato mais antigo sobre o Curupira está em uma carta de 1560 do padre jesuíta José de Anchieta, que anotou histórias contadas por indígenas a respeito do ser que vivia na floresta.

Foto: Elif Ilkel/Pexels

Fontes: Portal do Holanda — https://www.portaldoholanda.com.br/curiosidades/no-dia-do-saci-a-amazonia-tem-seu-proprio-guardiao-da-floresta-o-curupira-agora-mascote-da-cop30

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