Cemitério mais antigo de Manaus em uso é tombado e não recebe novas sepulturas

São João Batista, inaugurado em 1891, é o mais antigo em atividade; só o Nossa Senhora Aparecida, no Tarumã, aceita novas sepulturas comuns.

São João Batista, inaugurado em 1891, é o mais antigo em atividade; só o Nossa Senhora Aparecida, no Tarumã, aceita novas sepulturas comuns.
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O São João Batista, também chamado de Nossa Senhora das Graças, é o cemitério mais antigo de Manaus que segue de pé e recebeu tombamento como patrimônio histórico estadual. Conforme o Portal do Holanda, a inauguração ocorreu em 5 de abril de 1891, e o primeiro enterro, de uma criança de um ano, foi feito no dia seguinte.

Antes da segunda metade do século 19, a então vila de Manaus não dispunha de um cemitério próprio: os corpos eram enterrados em covas rasas nas proximidades do largo da Trincheira e da Igreja dos Remédios. A situação começou a mudar em 1853, quando o presidente da província solicitou a criação de um cemitério público, finalizado no ano posterior junto à igreja.

Do alerta sanitário ao fechamento parcial

Em 1897, um engenheiro chamou atenção para o perigo de contaminação dos igarapés que ficavam perto do São João Batista. Uma lei chegou a prever o fechamento do espaço, mas a medida nunca foi executada. Até 1983, o local foi o único cemitério de Manaus; a partir daí, passou a receber somente jazigos perpétuos adquiridos antes da mudança.

Com a restrição, os novos enterros foram direcionados ao Nossa Senhora Aparecida, no Tarumã. Inaugurado em 1975, ele é, segundo o Portal do Holanda, o único da capital que hoje aceita sepulturas comuns. O primeiro sepultamento ali, em 1976, foi de uma mulher indígena do povo Waimiri-Atroari.

O que isso significa para quem procura sepultura

A diferença é prática: o São João Batista, apesar de ser o mais antigo em atividade e patrimônio tombado, não recebe novos sepultamentos comuns desde 1983 — só mantém jazigos perpétuos já adquiridos. Quem precisa de sepultura comum em Manaus depende do Nossa Senhora Aparecida, no Tarumã, único disponível para esse fim segundo a fonte.

Manaus também abriga outros cemitérios históricos, erguidos junto aos rios e igarapés, como o Nossa Senhora do Carmo, no Puraquequara, e o Nossa Senhora das Lajes, no Mauazinho, que na maior parte do ano só pode ser alcançado por via fluvial. Em anos recentes, a prefeitura estimou cerca de 600 mil visitantes nos cemitérios públicos apenas no Dia de Finados.

Para este 2 de novembro, a Prefeitura de Manaus informou que os dez cemitérios públicos abrem das 6h às 18h, com acesso apenas a pé, como o Politiza Amazonas já noticiou. A operação reúne mais de mil trabalhadores e servidores, segundo a prefeitura.

Foto: Reprodução/Portal do Holanda

Fontes: Portal do Holanda — https://www.portaldoholanda.com.br/curiosidades/neste-dia-de-finados-o-cemiterio-mais-antigo-ainda-em-uso-de-manaus-carrega-135-anos-de-historia-e-tombamento-estadual

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