A Prefeitura de Manaus executa a recuperação do Casarão de São Vicente, no Centro Histórico, com investimento acima de R$ 14 milhões e recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). A divulgação foi publicada pelo veículo Manaus Atual em 30 de outubro.
O destino do prédio é um hub de inovação, tecnologia e empreendedorismo, que também abrigará eventos. Conforme a proposta, os três pavimentos podem operar juntos ou separadamente, o que abre diferentes arranjos de ocupação para o imóvel.
O que a obra abrange
As frentes de trabalho incluem fundações com vigas, sapatas e pilares, além da fachada e da recuperação dos guarda-corpos metálicos. O projeto arquitetônico é do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), em parceria com a Secretaria Municipal do Trabalho, Empreendedorismo e Inovação (Semtepi).
Na fachada, a intervenção repõe frisos, cimalhas e ornatos. Para copiar desenhos e acabamentos já existentes, a equipe produziu moldes de acrílico, empregados na aplicação da massa de cal e na recomposição das peças decorativas. O reboco leva cal, areia e cimento, conforme o traço técnico estabelecido para a obra.
Segundo a divulgação da Prefeitura, os materiais escolhidos são compatíveis com as características históricas da edificação e seguem orientações técnicas dos órgãos de preservação do patrimônio, como o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Preservação e reinserção urbana
A arquiteta Joyce Carvalho, que atua no acompanhamento do canteiro, disse que o trabalho busca conservar o que já existe no prédio. De acordo com ela, a recuperação e a reabilitação do casarão mantêm o máximo possível dos elementos originais, em especial frisos e cimalhas de alvenaria e de madeira.
O vice-presidente do Implurb, o arquiteto e urbanista Pedro Paulo Cordeiro, afirmou que a obra une a preservação do imóvel à sua volta à dinâmica urbana. Para ele, recuperar o Casarão de São Vicente significa resgatar parte da história de Manaus e abrir nova possibilidade de uso para um prédio que passou anos sem função na cidade.
Cordeiro disse que a intervenção adota critérios técnicos de restauro e deixa a edificação pronta para novas atividades, citando o objetivo de contribuir para a reocupação e a valorização do Centro. A divulgação não traz cronograma de conclusão nem data para o início do funcionamento do espaço.
O casarão faz parte do programa “Nosso Centro”, da Prefeitura de Manaus, que reúne intervenções em imóveis e espaços públicos da região. A lista inclui o mirante Lúcia Almeida, o largo de São Vicente, o píer turístico Manaus 355 e o Casarão Thiago de Mello.
O Distrito de Inovação do Largo de São Vicente, projeto com o mesmo valor de R$ 14 milhões captados junto à Finep, foi tema de reunião entre a Semtepi e a Suframa em 20 de outubro, como o Politiza Amazonas informou. Na ocasião, o secretário Alonso Oliveira disse que a aproximação entre as instituições encurta o caminho até etapas seguintes do projeto, como atrair startups, incentivar o empreendedorismo e criar empregos qualificados.
A divulgação sobre a obra do casarão não informa quais atividades ocuparão cada um dos três pavimentos, nem o custo estimado de manutenção após a entrega. Também não há, no material recebido, detalhamento sobre o processo de seleção de empresas ou instituições que poderão usar os espaços do futuro hub.
Foto: Reprodução/Manaus Atual
Fontes: Manaus Atual — https://manausatual.com.br/parceria-de-r-14-milhoes-preve-adaptacao-do-casarao-de-sao-vicente-para-novos-usos/; Politiza Amazonas — Prefeitura e Suframa alinham apoio à difusão do Distrito de Inovação




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