A Força Nacional do Sistema Único de Saúde (FN-SUS) passou a operar em Manaus a partir de 20 de outubro, por meio de uma base regional voltada a emergências climáticas e desastres. A prioridade inicial são os efeitos das queimadas florestais sobre a qualidade do ar em várias áreas do Amazonas.
O trabalho inclui apoio aos gestores locais na organização dos serviços e na gestão de recursos para momentos de maior demanda sobre a rede assistencial. Também entram no radar eventos climáticos extremos, entre eles os impactos do El Niño, conforme o Imediato Online.
Como funciona o apoio
Um painel interno foi criado para monitorar a disponibilidade de insumos médicos nos municípios do estado. Com ele, é possível traçar rotas, escolher o transporte mais indicado — embarcações e aeronaves, por exemplo — e calcular prazos de entrega de materiais, sobretudo em períodos de seca e estiagem.
O sistema já recebeu dados de 43 prefeituras. A ferramenta é fruto de cooperação entre a FN-SUS, a Superintendência do Ministério da Saúde no Amazonas e as secretarias estadual e municipais de Saúde. O diretor da Força Nacional do SUS, Rodrigo Stabeli, afirmou que a equipe quer dar mais suporte aos gestores locais e ampliar a capacidade de resposta da rede diante das queimadas.
A base reúne profissionais com experiência no SUS e em áreas remotas da Amazônia, com especialistas em gestão, saúde, logística, comunicação de risco e engajamento comunitário. O trabalho é integrado à Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), aos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) e aos demais gestores do SUS, considerando as necessidades de comunidades em regiões de difícil acesso.
As ações são orientadas pelo Diagnóstico Situacional Vivo. Esse levantamento combina informações de vigilância e assistência, dados repassados pelos gestores e observações feitas em campo, servindo para medir a pressão sobre os serviços e calcular os recursos necessários em emergências.
Quarta base do país
Com o início das atividades na capital amazonense, a rede da Força Nacional do SUS chega a quatro unidades regionais em operação no Brasil. As demais ficam em Porto Alegre (RS), Salvador (BA) e Rio de Janeiro (RJ). Uma nova base está prevista para Porto Velho (RO) ainda nesta semana, e há previsão de instalação de unidades em Fortaleza (CE), Recife (PE), Campo Grande (MS) e Belém (PA).
O prazo previsto para as bases é de até 12 horas para deslocar equipes até as áreas afetadas e de até 72 horas para iniciar as ações necessárias, conforme a gravidade de cada ocorrência. A expansão integra o AdaptaSUS, plano do Ministério da Saúde apresentado durante a COP30 com o objetivo de preparar a rede pública para os efeitos do clima. Até 2035, a iniciativa prevê 27 metas e 93 ações.
Outra ferramenta desenvolvida pelo ministério é o Painel Nacional de Excesso de Calor, que apresenta previsões para os 5.570 municípios brasileiros com até cinco dias de antecedência, com o objetivo de antecipar riscos e orientar medidas de proteção à saúde.
A instalação da base havia sido anunciada em outubro, durante encontro da Prefeitura de Manaus com a Força Nacional do SUS para tratar dos efeitos da fumaça e do acesso a comunidades isoladas pela estiagem, como o Politiza Amazonas informou. Na ocasião, o superintendente do Ministério da Saúde no Amazonas, Henrique Medeiros, disse que o ponto funcionaria no prédio da Superintendência do Ministério da Saúde, na região Centro-Sul, e atenderia demandas do Amazonas e de Roraima.
Foto: João Vitor Moura/MS
Fontes: Imediato Online — https://imediato.ncnews.com.br/2026/10/20/alerta-na-saude-forca-nacional-do-sus-instala-base-em-manaus-para-enfrentar-impactos-das-queimadas/




