Ar péssimo em Itacoatiara, Barreirinha e Autazes; Manaus tem nível moderado

Dados do Selva/UEA mostram Itacoatiara com 250 µg/m³ às 6h; capital registra entre 27,1 e 37 µg/m³ por volta das 7h.

Dados do Selva/UEA mostram Itacoatiara com 250 µg/m³ às 6h; capital registra entre 27,1 e 37 µg/m³ por volta das 7h.
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Municípios do interior do Amazonas seguiam com altos níveis de poluição do ar provocada por queimadas na manhã desta sexta-feira (23). Itacoatiara registrou qualidade do ar classificada como péssima, segundo o Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

Às 6h, a concentração de partículas finas no município chegou a 250 microgramas por metro cúbico (µg/m³), um dos piores índices entre as localidades monitoradas no país naquele horário. Duas horas e quinze minutos depois, a medição recuou para 148,8 µg/m³, sem sair da categoria péssima.

Na capital, o cenário era distinto: às 7h, os sensores manauaras apontavam qualidade moderada, com concentrações entre 27,1 e 37 µg/m³.

O que os dados do Selva mostram

Barreirinha e Autazes também ficaram na categoria péssima nesta sexta-feira, com 143,7 µg/m³ e 133,5 µg/m³, na ordem. Na Região Metropolitana de Manaus, cinco municípios apresentavam qualidade muito ruim por volta das 7h: Iranduba (80,8 µg/m³), Autazes (113,7 µg/m³), Urucurituba (100,3 µg/m³), Silves (83,9 µg/m³) e Itapiranga (94,7 µg/m³).

Careiro da Várzea, Manaquiri, Careiro e Maués tinham qualidade moderada. Rio Preto da Eva, Presidente Figueiredo e Novo Airão registravam índices bons. Em Parintins, os três pontos monitorados indicavam qualidade péssima: 204,6 µg/m³ na região central, 199,6 µg/m³ na Vila Amazônia e 160,2 µg/m³ na Comunidade do Maranhão.

O Selva mede a concentração de partículas finas suspensas no ar, presentes na fumaça das queimadas e capazes de penetrar profundamente nos pulmões. O material recebido não informa faixas de classificação nem recomendações de saúde por categoria.

Incêndios e combate

Na zona rural de Itacoatiara, o incêndio na região do Rio Urubu já dura 54 dias e consumiu uma área superior a 4 mil hectares, extensão comparável a quase 5,6 mil campos de futebol. O fogo também avançou sobre parte da Terra Indígena Paraná do Arauató, território do povo Mura. O acesso difícil à região dificulta o combate às chamas.

Há uma semana, dois aviões do Prevfogo, ligado ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), atuam no local, com apoio de uma aeronave da Defesa Civil do Amazonas. As equipes fazem lançamentos de água, mas ainda há focos ativos. Na área da Vila de Lindóia, outro incêndio atinge a vegetação, com área de influência superior a 800 hectares, segundo o Painel do Fogo do Censipam.

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) afirma que a fumaça que encobre Itacoatiara também vem de incêndios em outros municípios do Baixo Amazonas e do oeste do Pará. Segundo a secretaria, a fumaça produzida pelas queimadas em Itacoatiara é levada pelo vento para outras cidades e pode chegar até Manaus.

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), a atuação de aeronaves, brigadistas e forças de segurança federais ajudou a extinguir 338 incêndios florestais no Amazonas desde o início da operação. A estrutura federal conta com 17 aeronaves, nove embarcações e 66 veículos, além de 474 brigadistas do Ibama e do ICMBio, 54 militares da FAB e 41 integrantes da Força Nacional. O governo federal também custeia diárias de 116 bombeiros do Amazonas.

Foto: Liam Cavalcante/Rede Amazônica

Fontes: G1 Amazonas — https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2026/10/23/queimadas-deixam-qualidade-do-ar-pessima-em-cidades-do-interior-do-am-manaus-tem-nivel-moderado.ghtml

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