Amazonas usa 18 aeronaves e lança 3,2 milhões de litros de água em duas semanas

Força-tarefa iniciada em 11 de outubro tem bases em Manaus, Itacoatiara e Parintins e soma 24.272 focos de incêndio desde junho, segundo o Corpo de Bombeiros.

Força-tarefa iniciada em 11 de outubro tem bases em Manaus, Itacoatiara e Parintins e soma 24.272 focos de incêndio desde junho, segundo o Corpo de Bombeiros.
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Desde 11 de outubro, uma força-tarefa dos governos federal e estadual despejou 3,2 milhões de litros de água em áreas do Amazonas afetadas por incêndios florestais, ao longo de duas semanas. A coordenação dos lançamentos cabe à Sala de Situação do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), que indica onde a prioridade de atendimento deve ser aplicada.

Das 18 aeronaves mobilizadas, 16 são do Governo Federal e duas do Governo do Amazonas. A frota é composta por oito Air Tractor, dois KC-390 e oito helicópteros, cada tipo empregado em uma etapa diferente das ações de combate ao fogo.

Focos e bases da operação

De acordo com o balanço do Corpo de Bombeiros, o estado somou 24.272 focos de incêndio entre 1º de junho e 26 de outubro. Desse total, 19.540 foram no interior e 4.732 na capital. No mesmo período, a corporação atendeu 3.889 ocorrências de incêndios urbanos e florestais.

Três bases estratégicas servem de ponto de partida para as operações aéreas: Manaus, Itacoatiara e Parintins. O coronel Helliton Silva, coordenador das operações aéreas do CBMAM, afirmou que esses municípios, ao lado de Autazes, são os que registram mais focos ativos. A localização das bases tem o objetivo de encurtar a distância percorrida pelas aeronaves até as áreas mais críticas.

Para localizar os focos e transmitir a posição exata às tripulações, a Sala de Situação recorre a imagens de satélite e coordenadas geográficas. Cabe aos aviões o despejo de água; os helicópteros levam bombeiros militares, brigadistas, equipamentos e suprimentos.

Efetivo e estrutura no interior

Aproximadamente 1.500 pessoas, entre bombeiros militares e brigadistas, participam do enfrentamento às queimadas. O Governo do Estado anunciou a contratação de mais 153 brigadistas florestais pelo programa Floresta em Pé, além da distribuição de equipamentos multimissão e da entrega de viaturas equipadas com kits de combate a incêndios.

Entre maio de 2025 e setembro de 2026, o CBMAM passou de 11 para 26 municípios com bases permanentes. Cada nova unidade recebeu uma viatura capaz de transportar 10 mil litros, acompanhada de equipamentos e do reforço de militares e brigadistas. Já o efetivo da corporação cresceu de 692 para 1.537 bombeiros militares entre 2019 e 2025, após concurso público.

A fumaça das queimadas afetou a capital em outubro. Como o Politiza Amazonas informou, Manaus amanheceu sob fumaça e teve qualidade do ar entre ruim e péssima, com atividades ao ar livre suspensas pela Prefeitura até 18 de outubro.

O balanço anterior da operação federal, divulgado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, registrava 1,1 milhão de litros lançados e 13 aeronaves empregadas, conforme mostrou o Politiza Amazonas em Operação federal já lançou 1,1 milhão de litros de água contra incêndios no AM. Os números agora apresentados pelo CBMAM incluem também as duas aeronaves estaduais e se referem ao período de duas semanas desde 11 de outubro.

Foto: Reprodução/Fato Amazônico

Fontes: Fato Amazônico — https://fatoamazonico.com.br/aeronaves-despejam-32-milhoes-de-litros-de-agua-em-duas-semanas-para-combater-incendios-no-amazonas/; Politiza Amazonas — Manaus amanhece sob fumaça e segue com qualidade do ar entre ruim e péssima; Politiza Amazonas — Operação federal já lançou 1,1 milhão de litros de água contra incêndios no AM

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