O Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais divulgou no sábado (31) um novo boletim sobre os efeitos da estiagem e das queimadas no Amazonas. Segundo o levantamento, 146.425 famílias já foram afetadas pelo desastre climático no estado.
O documento aponta 47 municípios em situação de emergência e outros 15 em alerta, entre eles Manaus. A Defesa Civil também atualizou o panorama da poluição atmosférica causada pela fumaça de incêndios florestais, com municípios classificados em três faixas de qualidade do ar.
Qualidade do ar e municípios afetados
Sete cidades aparecem com qualidade do ar classificada como muito ruim: Barreirinha, Iranduba, Itacoatiara, Itapiranga, Maués, São Sebastião do Uatumã e Silves. Na faixa ruim estão Autazes, Boca do Acre, Manaus, Nova Olinda do Norte e Urucurituba. Outros 26 municípios monitorados registram níveis moderados, segundo o boletim.
A distinção entre emergência e alerta importa ao leitor: são situações administrativas diferentes no mesmo boletim, e apenas as 47 cidades em emergência estão nessa condição, enquanto as 15 em alerta — incluindo a capital — aparecem em estágio distinto de monitoramento. O material recebido não detalha quais obrigações ou benefícios adicionais decorrem de cada classificação.
Ações em curso
Na terça-feira (27), o estado enviou mais de 13 toneladas de mantimentos para Anamã e Rio Preto da Eva, incluindo alimentos da cesta básica, material de limpeza e reservatórios de água. Com essa remessa, a primeira fase da Operação Estiagem 2026 passou a atender 15 municípios, somando quase 100 toneladas de alimentos entregues.
No combate aos incêndios, a força-tarefa reúne 1.500 servidores, entre bombeiros e brigadistas, e 18 aeronaves — 16 federais e duas estaduais. Entre 1º de junho e 30 de outubro, o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas combateu 24.414 focos de incêndio em todo o estado, sendo 4.748 em Manaus e 19.666 no interior.
O governo segue com dois decretos em vigência: um veda o emprego do fogo pelo período de 120 dias e outro reconhece emergência ambiental e de estiagem por 180 dias. Essas normas sustentam as operações integradas de fiscalização, como a Tamoiotatá e a Amazonas+Verde, e as punições por infrações ambientais.
Foto: Ronaldo Siqueira/Portal do Holanda
Fontes: Portal do Holanda — https://www.portaldoholanda.com.br/amazonas/seca-e-fumaca-estado-contabiliza-47-municipios-em-emergencia-e-piora-na-qualidade-do-ar





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