Ademar Cardoso vai ao semiaberto com tornozeleira e regras noturnas

Justiça do Amazonas autorizou progressão de pena do irmão de Djidja Cardoso; decisão prevê recolhimento noturno, tornozeleira e restrições de viagem.

Justiça do Amazonas autorizou progressão de pena do irmão de Djidja Cardoso; decisão prevê recolhimento noturno, tornozeleira e restrições de viagem.
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A Justiça do Amazonas autorizou, em 23 de outubro, que Ademar Cardoso, irmão da ex-sinhazinha do Boi Garantido Djidja Cardoso, deixe o regime fechado e passe a cumprir pena em semiaberto. A decisão é da juíza Sabrina Cumba Ferreira e determina o uso de tornozeleira eletrônica, segundo o g1 Amazonas.

Ademar cumpre pena de 10 anos e 11 meses por tráfico de drogas e associação para o tráfico. Ele estava preso desde maio de 2024, dias após Djidja ser encontrada morta na casa da família, em Manaus, com sinais de overdose de cetamina.

O que a decisão exige

Para manter o semiaberto, Ademar terá de cumprir uma série de obrigações: recolhimento noturno em casa das 22h às 6h nos dias úteis, com saída permitida apenas para trabalho, estudo ou tratamento de saúde; permanência integral em casa nos fins de semana e feriados; e proibição de mudar de endereço ou se ausentar de Manaus sem autorização prévia da Justiça.

A decisão também veda o consumo de bebidas alcoólicas e de drogas ilícitas e o porte de qualquer tipo de arma. A Justiça determinou a expedição do alvará de soltura para que ele seja encaminhado à unidade responsável pelo cadastro e pela instalação do equipamento de monitoramento.

Por que a progressão foi antecipada

Pelo cálculo inicial da execução penal, Ademar só teria direito ao semiaberto em outubro de 2027. O benefício foi antecipado para outubro deste ano após o abatimento de 364 dias de pena, conforme o g1 Amazonas.

Segundo a decisão, ele cumpriu os requisitos temporais e de bom comportamento previstos na Lei de Execução Penal. A avaliação levou em conta a participação dele em trabalho, leitura e estudo dentro do presídio, além da aprovação no Enem 2025. O laudo do exame criminológico, feito por comissão multiprofissional, atestou capacidade de autocontrole, discernimento e aptidão para o retorno gradual à sociedade, e o Ministério Público do Amazonas emitiu parecer favorável.

A progressão ocorre menos de um mês após a mãe dele, Cleusimar Cardoso, também ser autorizada a deixar a prisão e ir para o semiaberto, em decisão de 28 de setembro da mesma juíza. Ela recebeu em julho deste ano condenação de 10 anos e 11 meses por crimes ligados ao tráfico de cetamina e, conforme a sentença, era apontada como principal articuladora e líder do grupo investigado. Cleusimar também usa tornozeleira eletrônica e cumpre regras de permanência em casa à noite e nos fins de semana.

Ademar foi condenado em 22 de julho deste ano, junto com outras seis pessoas, em nova sentença ligada à Operação Mandrágora. As condenações dos sete réus ficaram entre oito anos e seis meses e 10 anos e 11 meses de prisão. Segundo a sentença, o grupo usava a rede de salões Belle Femme e a seita “Pai, Mãe, Vida” para distribuir e aplicar cetamina obtida de forma ilegal e usada em rituais. Outros três réus foram absolvidos por falta de provas suficientes.

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Fontes: G1 Amazonas — https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2026/10/23/irmao-de-djidja-cardoso-passa-a-cumprir-pena-em-regime-semiaberto-no-amazonas.ghtml

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