A estiagem nos rios do Amazonas tem provocado mudanças nas rotas de navegação que abastecem o Polo Industrial de Manaus. Com a redução da profundidade das águas, navios de grande porte encontram dificuldades para transportar insumos e escoar produtos até a capital.
Em Itacoatiara, ponto de acesso das embarcações cargueiras, o rio Amazonas atingiu a marca de 4,76 metros após registrar queda de 11 centímetros na última quarta-feira (7). Desde o fim de setembro, a profundidade no trecho recuou mais de um metro, impondo limites operacionais aos navios.
Para contornar o problema e manter o fluxo logístico, empresas passaram a transferir contêineres para balsas menores por meio de estruturas flutuantes montadas em Itacoatiara. A manobra permite que a carga continue o percurso, embora aumente o tempo de transporte até Manaus.
Outras calhas do estado também registram recuo. Na capital, o rio Negro atingiu 18,05 metros na quarta-feira (7), enquanto o Alto Solimões baixou para 2,54 metros em Tabatinga. No município de Maraã, o rio Japurá recuou para 8,14 metros.
Projeções do Serviço Geológico do Brasil apontam que o nível do rio Amazonas em Itacoatiara pode recuar ainda mais até o fim de outubro, dependendo dos impactos climáticos observados na região.
Foto: Reprodução/Portal CM7
Fonte: Portal CM7 — https://www.cm7brasil.com/noticias/polo-industrial-de-manaus/seca-no-amazonas-freia-grandes-navios-e-afeta-rota-do-polo-industrial/



