Justiça manda Sinetram retomar Passe Livre Estudantil em Manaus em 24 horas

Decisão da 1ª Vara da Fazenda Pública dá 24 horas, após intimação, para normalizar recargas do benefício, sob multa diária de R$ 50 mil.

Decisão da 1ª Vara da Fazenda Pública dá 24 horas, após intimação, para normalizar recargas do benefício, sob multa diária de R$ 50 mil.
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A 1ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Manaus mandou restabelecer de imediato as recargas do Passe Livre Estudantil, paralisadas desde a última segunda-feira (2). A ordem foi dada nesta quarta-feira (4) pelo juiz Ronnie Frank Torres Stone, conforme o g1 Amazonas, em resposta a pedido de urgência da Defensoria Pública do Amazonas (DPAM), por intermédio da Defensoria Pública Especializada em Interesses Coletivos (DPEIC).

O Sinetram, que representa as empresas de ônibus, recebeu prazo de 24 horas contadas da intimação para pôr o sistema de recargas em funcionamento em toda a rede de transporte coletivo da capital. Se não cumprir, a multa é de R$ 50 mil por dia, com teto inicial de R$ 1 milhão. A mesma decisão veda ao Governo do Amazonas e à Prefeitura de Manaus qualquer ato que atrapalhe, de forma direta ou indireta, o cumprimento da ordem.

O que a decisão estabelece

Na avaliação do magistrado, o benefício estudantil não se resume a uma concessão: trata-se de política pública ligada ao direito de estudar. Por isso, segundo o g1 Amazonas, desentendimentos financeiros ou burocráticos entre Sinetram, Município e Estado não podem ser repassados aos alunos por meio do bloqueio das recargas.

O juiz também registrou que a parada do benefício tende a afetar a presença em sala de aula de milhares de estudantes, sobretudo na reta final do ano letivo. A ação da Defensoria veio depois que as novas recargas foram suspensas. Conforme o processo, mais de 150 alunos assinaram um pedido coletivo no qual relataram problemas para se locomover e chegar às instituições de ensino.

O defensor público Carlos Almeida, titular da DPEIC, sustenta que o transporte gratuito é serviço essencial e não deveria sofrer interrupção, ainda mais no fim do calendário escolar. Ele apontou também violação ao Código de Defesa do Consumidor, que veda cortar serviços essenciais sem aviso prévio.

Entenda o impasse

O aviso de suspensão das novas recargas saiu na segunda-feira (2), pela plataforma “Cadê Meu Ônibus”, mantida pelo Sinetram. Conforme o sindicato, as empresas alegam não ter condições de seguir bancando as passagens enquanto não recebem do Governo do Amazonas os valores correspondentes. O desacerto financeiro entre Prefeitura e Estado atingiu alunos que relataram dificuldade de deslocamento até as escolas.

Após o corte, estudantes da rede estadual contaram que passaram a comprar passagens com recursos próprios, a pedir carona ou até a faltar às aulas por falta de dinheiro para o transporte, de acordo com o g1 Amazonas. No mesmo dia da decisão, alunos ocuparam a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) em protesto contra o fim das recargas.

O g1 Amazonas relatou que procurou o Sinetram para saber se a entidade já havia sido notificada e quais providências adotaria, sem retorno até a publicação da reportagem. O espaço segue aberto para manifestação.

Foto: Reprodução/Portal do Holanda

Fontes: Portal do Holanda — https://www.portaldoholanda.com.br/amazonas/justica-determina-retomada-do-passe-livre-estudantil-em-manaus-em-ate-24-horas; G1 Amazonas — https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2026/11/04/justica-determina-restabelecimento-do-passe-livre-estudantil-em-manaus-em-ate-24-horas.ghtml

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